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O Brasil ganhou o direito de sediar o Congresso Mundial de Terceirização e Trabalho Temporário (Ciett). O maior evento mundial do setor abordará a terceirização como alternativa para a situação mundial de desemprego.
No Brasil, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 54% das indústrias terceirizam o trabalho. O índice chega perto de 75% nas grandes empresas, ultrapassa 60% nas médias e atinge mais de 40% nas pequenas.
Para aprofundar a discussão em torno desses números, o Ciett reunirá especialistas brasileiros e estrangeiros, entre eles Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em maio, em São Paulo.
Em 2009, o congresso foi realizado em Portugal, com a participação de 21 países, que debateram a flexibilização das leis trabalhistas para a maior geração de empregos, levando em conta que mudou o modo de produção na economia moderna.
A medida, adotada na Espanha há mais de uma década, diminuiu na época o índice de desemprego de 22% para 8,4%, o que permitiu a criação de dois milhões de vagas.
Tema – No Brasil, o Ciett terá como tema central “A via da flexibilidade como trabalho decente” e será realizado no WTC Convention Center, em São Paulo, nos dias 26, 27 e 28 de maio, e terá em sua programação palestras, workshops e feira de negócios voltada para a atualização e capacitação dos profissionais da área.
Em paralelo, ocorrerá o 1º Fórum Brasil de Relações do Trabalho na Terceirização e Trabalho Temporário.
Entre os palestrantes do evento estão o consultor Max Gehringer, a diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Laís Abramo, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Luiz Flávio Borges D´Urso, e a diretora de Recursos Humanos da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), Eunice Batista.
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